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O engenheiro agrônomo Alcindo dos Santos Terra Júnior, instrutor do SENAR-SP, ressaltou que o viveiro “é uma fábrica de mudas e pode ser comparado a uma maternidade” e, por isso, deve ser implantado com todos os cuidados para garantir o cultivo de plantas vigorosas e sadias. “É um lugar de muita vida, que deve ser bem planejado e organizado, ter facilidade de água com boa qualidade, solo de boa drenagem, boa iluminação e ventilação adequada”. Segundo ele, a qualidade das mudas é um fator fundamental no momento da comercialização. “Quem produz com qualidade tem condições de negociar bons preços na venda das plantas”, ressaltou. Outro fator apontado como importante pelo instrutor é a união dos produtores. “Um grupo unido consegue comercializar melhor a produção”. Terra Júnior lembrou ainda que, além desses aspectos, os produtores devem conhecer o seu custo de produção para poder avaliar se os preços de venda são bons ou não. Aproveitando o debate, os participantes discutiram iniciativas que podem ser tomadas pelo grupo para melhorar a comercialização das diversas espécies de plantas ornamentais que produzem. Durante a semana, em momentos que alternaram aulas teóricas e práticas, os participantes discutiram e vivenciaram vários temas, como a escolha do local e o dimensionamento do viveiro; a disposição dos canteiros; os fatores essenciais para o crescimento das plantas como solo, água e luz; os insumos, as ferramentas e os acessórios que fazem parte do trabalho diário nos viveiros; as diferentes espécies de plantas ornamentais cultivadas; os diferentes processos de multiplicação das mudas; a reprodução das sementes; o monitoramento do viveiro; o controle de plantas invasoras, pragas e doenças; o descarte de mudas; custos de produção e o processo de comercialização das mudas.
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