Produtores do Vale participam de Seminário de Apicultura em Sorocaba

 Produtores do Vale do Ribeira participaram, no dia 28 de fevereiro, do II Seminário Regional de Apicultura de Sorocaba, realizado no Teatro do SESI, no período das 09 às 17 horas. A missão foi promovida pelo Sebrae-SP e organizada pelos técnicos do Programa SAI (parceria Sebrae-SP/CATI/Cativar), com apoio da Associação dos Apicultores do Vale do Ribeira. Apicultores, representantes de associações e técnicos de várias regiões do Estado prestigiaram o evento, totalizando cerca de 300 participantes. Do Vale do Ribeira, participaram produtores dos municípios de Barra do Turvo, Cajati, Jacupiranga, Registro, Sete Barras, Juquiá, Miracatu e Itariri, associados da APIVALE e integrantes dos núcleos municipais da associação.

O Seminário foi realizado pela Associação Paulista dos Técnicos Apícolas (Apta), com apoio da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Sindicato Rural de Sorocaba, Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado (CATI), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Sebrae-SP, Sesi, Prefeitura de Sorocaba, Caixa e Sorocaba e Região Convention & Visitors Bureau.

No evento, foram ministradas diversas palestras. O presidente da Apacame – Associação Paulista dos Apicultores e Criadores de Abelhas Melíferas Européias (SP), Constantino Zara Filho, ministrou o tema Associativismo ressaltando a importância do papel das associações na organização da cadeia produtiva apícola, os princípios do associativismo, as ações que devem ser desenvolvidas pelas associações para melhoria da vida dos associados, além de enumerar quais são os principais comportamentos que ajudam a enfraquecer ou destruir uma associação.

O consultor da CIA das Abelhas, de Contagem (MG), Armindo Vieira do Nascimento Júnior falou sobre os Aspectos Nutricionais e Farmacológicos dos Produtos das Abelhas. Ele destacou a composição nutricional e química e as atividades biológicas no organismo do mel, da própolis, do pólen, da cera e do veneno de abelhas. Ele também ressaltou que o mel não é simplesmente um alimento, mas um alimento funcional. Já a professora Lídia M.C. Barreto, da Universidade de Taubaté (UNITAU), enfatizou que o pólen é um alimento que faz muito bem e causa bem-estar ao ser humano. Em sua palestra sobre Produção de Pólen, Manejo, Coleta e Processamento, a professora definiu o que é pólen, para que serve e destacou as condições para sua produção com qualidade, os equipamentos e materiais para processamento e o mercado. 

O presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), José Gomercindo Corrêa da Cunha (RS), falou sobre a Conjuntura Apícola Nacional e Internacional e Gestão e apresentou a CBA aos participantes, suas funções, a estrutura e divulgou dados sobre a produção de mel no Brasil. Segundo ele, hoje existem 350 mil apicultores no país, com uma produção anual de 40 mil toneladas. O Brasil é o 5º país no ranking mundial de exportação. Segundo ele, o mel brasileiro exportado é destinado à alimentação das crianças na merenda escolar dos países compradores, ressaltando a importância do incentivo do consumo de mel na merenda escolar brasileira. O presidente da CBA destacou ainda as condições privilegiadas do Brasil como país continental e tropical para a produção do mel, lembrando que aqui se produz mel todos os dias do ano, de todas as cores e todos os sabores.

O diretor técnico da Breyer de União da Vitória (PR), Ernesto D. H. Breyer abordou o tema Apicultura Orgânica e Certificação. Ele apresentou o projeto de apicultura orgânica desenvolvido na região paranaense que engloba 30 municípios, 102 produtores integrados e 30 mil colméias em produção, com certificação da IMO, certificadora que tem sede na Suíça e certifica mel em vários países do mundo. Foram relatadas as principais normas e exigências para alcance da certificação da produção orgânica de mel.